segunda-feira, 1 de outubro de 2007

diário simples


Entretanto, estive à conversa com o Mamadu.

Fonda-huuwa – pensar, planear, realizar – este é o nome do projecto dos alemães… (isto não era suposto ficar aqui, ma sficou).

Sinto-me mais leve. Apesar de me terem prometido que o produto que passaram nas redes mosquiteiras era, efectivamente, eficaz, e que, desta é que era de vez, ficaríamos em território só nosso, sem intrusos e… BALELAS!!!!! Ainda agora matei um, neste caderninho. Não deixei marcas, é certo… Estou mesmo farta disto!

“Só há esse bocadinho de vela? – É triste, mas só”. Apeteceu-me transcrever este pequeno diálogo, antes de me fazer à minha parte favorita da escrita, a que ocorre no fim da noite, no fim da luz do gerador, no início da luz de vela… Não poderei fazer muito o dedo ao gosto, digo (como se faz em actas), o gosto ao dedo. Disse.

As meninas ainda estão todas acordadas, mas o rapaz já se recolheu. Já é um hábito, diz que já volta e pronto, fica como um patinho!

Acabo de acabar com o nosso fenistil genérico, que é muito melhor que o próprio!

As rãs voltaram. Choveu um bocadito e foi suficiente para elas se apoderarem das poças de água e cantarem, numa sinfonia a que já todos nos habituámos. Eu até já disse e estou em crer (já há muito que não usava esta expressão), que não conseguirei adormecer sem esse som. Até gravava, mas rãs há muitas, como chapéus e todos considerariam um perfeito disparate… De mais a mais, só cá estando é que se percebe o encanto da coisa.

A imagem que me passou na cabeça, de repente, foi a das pessoas que vimos banharem-se nessas mesmas poças de lama, na viagem para Béli…

E pronto, estou a tentar que este diário se torne menos narrativo, por isso, vou fazer outro desenho.

Boa noite, simplesmente, Béli Simples!

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