
Passa das seis da tarde. A nossa boleia de volta já chegou. O nosso suor cheira a contradição e corre e bate, como um órgão interno.
Nos momentos em que fecho os olhos e entra o automatismo, vejo todos os rostos saudosos
Hoje voltei a ter um início de dia irritado. Voltei a ser pouco simpática. Mas passa bem mais rápido que o tempo da picada do mosquito. Garanto.
No momento em que escrevo, duas meninas conversam naturalmente, sentadas, à mesa onde trabalho. São a Safiato e a Mariama. Apenas mais dois exemplos que me apetece acompanhar para sempre. São todos tão inteligentes, tão perspicazes, tão atentos, que seria fácil escancarar-lhes com a crueza do resto do mundo, pouco a pouco, até que percebessem a riqueza e o encanto, a magia deste lugar e o quisessem preservar para sempre, tendo a consciência tranquila sobre esse desejo.
(Delírios de branco pelélé).
E agora, vou falar com o Djulde e o Atátá, que devem estar muito cansados da viagem.
Não fui falar com eles. Estive a fazer e a imprimir certificados. Temos que aproveitar o gerador para imprimir a papelada toda.
Eu, para ser franca, não sei o que hei-de fazer neste momento. Porque está toda a gente a afiambrar-se do pc e da impressora. Talvez vá arrumar esta casa “puzzle” em que temos vivido e convivido nas últimas 3 semanas… Prova (quase) superada!
A casa, melhor dizendo: o pátio da casa foi invadido por crianças, outra vez.
Hoje tivemos gerador até à meia-noite e, mesmo assim, não fizemos tudo. Eu também não compus o “puzzle”.
E pronto. Hoje não me apetece dizer mais nada. Só queria voltar ao rio amanhã… e depois e depois e depois e depois e de…
Boa noite, minha Béli!
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