
Se é verdade que uma capital é a imagem de um país... a Guiné é desoladora, suja, sem esperança, triste.
Quem foi tão dentro deste país e desta gente como nós, só pode ter vontade de refutar essa ideia.
Há que começar pelo interior de um corpo para se poder amá-lo.
Eu amo o interior da Guiné-Bissau com todas as suas dificuldades, com todas as diferenças. É a partir de Béli, ou talvez de uma das ilhas, ou quiçá desses dois pontos que se poderá edificar este país. É a partir desses lugares que temos vontade de agir.
Aqui, em Bissau, sinto-me impotente. É-me total e absolutamente incompreensível cada rua, cada esquina, cada edifício magoado, morto. É essa incompreensão que se vê em muitos rostos. Mas não há braços que se agitem, nem vozes que se imponham e o caos no lodo vai continuar.
Hoje fomos dar um passeio por entre esse lodo ciatdino e conseguimos desenterrar-nos até à ilha do rei. Sempre se respira uma paz idêntica à de Béli. Sempre dá para acreditar. Sempre se sonha.
Os Jeans levaram-nos a passear. São os nossos novos parceiros no terreno. Uma pequena semente que o grupo quis regar, enquanto cá está. Há muita vontade e muito (tanto!) o que fazer. Estou em polvorosa... Estamos todos, creio.
A Carina já chegou a Portugal. Já ligou. Perdeu a mala,mas há-de recuperá-la.
Isto é hora de descanso, mas eu acho que vou agitar...
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